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História de Zé Dinhá
Contada por Aguinaldo Violeiro.

 

Esta estória me foi contato por meu pai "Zé dinhá" segundo ele há muitos anos atrás morando e trabalhando próximo à Fazenda do Brás. Um amigo seu ficou viúvo, e sua esposa lhe deixou um burro de cela, um macho "pinhão muito alinhado", uma nata de cela. Ele estava passando por grandes dificuldades, mas não queria vender o burro porque era a última herança da esposa.

Numa tarde as 18:00 horas, quando meu pai chegou em casa, soltou sua mula de cela (boa nota) no piquete, entrou em casa, cumprimento minha avó D. Inhá e foi pro quarto. sentou-se na cama pra tirar a botina e nesse momento sentiu um vento frio.

Levantou os olhos e então deparou-se com uma figura vestida de branco, meu pai que mesmo naquela época com uns 20 anos não era nêgo de fugir à raia, fitou aquele vulto e viu que era a mulher do seu amigo, que lhe aparecera... durante um minuto ou dois dedo de prosa, ela pediu a ele para dizer ao seu marido que o burro que lhe pertencera deveria ser vendido para que ele , com esse valor, pudesse liquidar as contas e sair da dificuldade porque ela não estava conseguindo paz por ver o marido sofrendo.

Nesse meio tempo, minha avó entra no quarto e pergunta ao meu pai: com quem você está conversando Zezé? - Com a fulana (me fugiu o nome). - uai, não vejo ninguém!.

Como não vê niguém , ela está aqui bem na minha frente e ao levantar novamente os olhos não viu mais aquele vulto. Naquele momento, calçou novamente a botina, foi até o piquete, (a Lua estava clara) pegou sua mula, celou e foi até a casa do amigo. contou-lhe o que havia se passado..na semana seguinte ele vendeu o burro, pagou as contas e a sua esposa pôde descansar em paz pois jamais apareceu novamente para o meu pai.

 

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